Uns versos de Thiago de Mello

Recebi a tarefa de escrever uma pequena resenha sobre uma coletânea de poemas de Thiago de Mello, escritor do Amazonas, pertencente a Geração de 45 e ex-exilado político na época da ditadura. O texto está pronto, mas ainda não foi publicado. Quando for, aviso aqui no blog e reproduzo a resenha para os interessados. Por enquanto, deixo uns versos do seu universo fascinante:

Rumo

Somente sou quando em verso.

Minhas faces mais diversas

são labirintos antigos

que me confundem e perdem.

Meu pensamento perfura

muros de nada, à procura

do que não fui nem serei.

Ante a carne fêmea e branca

meu corpo se recompõe

ofertando o que não sou.

Meu caminhar e meus gestos

mal e apenas anunciam

minha ainda permanência.

Para chegar até onde

não me presumo, mas sou,

sigo em forma de palavra.

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