Projeto luso-brasileiro de Graphic Novel sobre Fernando Pessoa busca recursos no Catarse

Uma dupla formada por um escritor português e um ilustrador brasileiro - que se conheceram pela internet - pretende lançar uma graphic novel contando uma versão alternativa da vida de Fernando Pessoa, mais especificamente, mostrando de que forma surgiram os icônicos e fascinantes heterônimos do poeta. Para viabilizar o projeto, o escritor André Morgado e … Continuar a ler Projeto luso-brasileiro de Graphic Novel sobre Fernando Pessoa busca recursos no Catarse

8 de Março: Dia das personas de Pessoa

Os heterônimos do poeta português Fernando Pessoa, muso-padroeiro-idolatrado-salve-salve-eterno da autora deste blog, completam 100 anos neste sábado, 8 de março. Foi exatamente nesta data, em 1914, que o poeta desmembrou-se em três outros que são diferentes, sendo todos ele mesmo: o mestre bucólico Alberto Caeiro, o neoclássico estóico Ricardo Reis e o futurista Álvaro de Campos, … Continuar a ler 8 de Março: Dia das personas de Pessoa

“Viver me deixa muito inspirada”

"Viver me deixa muito inspirada. Gosto de notar que o tempo está mudando, que vai chover, que o vento está anunciando uma estação, tudo isso pode só justificar meu contentamento ou virar poesia. Não importa, eu vivo num estado de estreia das coisas. Isso de a vida ser ao vivo, de não ter ensaio, é … Continuar a ler “Viver me deixa muito inspirada”

“Nascemos já em plena angústia metafísica…”

Escrito na primeira metade do século XX, mas tão atual que chega a doer... "Quando nasceu a geração a que pertenço encontrou o mundo desprovido de apoios para quem tivesse cérebro, e ao mesmo tempo coração. O trabalho destrutivo das gerações anteriores fizera que o mundo, para o qual nascemos, não tivesse segurança que nos … Continuar a ler “Nascemos já em plena angústia metafísica…”

” a ternura que se sente pela comum vulgaridade humana”

"Descendo hoje a Rua Nova do Almada, reparei de repente nas costas do homem que a descia adiante de mim. Eram as costas vulgares de um homem qualquer, o casaco de um fato modesto num dorso de transeunte ocasional. Levava uma pasta velha debaixo do braço esquerdo, e punha no chão, no ritmo de andando, … Continuar a ler ” a ternura que se sente pela comum vulgaridade humana”

Frases de rede social

Uns chamam de filosofia barata, outros colecionam aos montes. Para alguns é mantra, para outros, uma forma de parecer ou sentir-se mais inteligente. Tem ainda aqueles que leram, gostaram e decidiram mostrar aos amigos, porque coisa boa a gente compartilha. Mas só quem escolhe uma frase ou citação para o perfil numa rede social sabe … Continuar a ler Frases de rede social

O ano da morte de Ricardo Reis

José Saramago cita esse primeiro verso no romance em que toma como personagem principal um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Busquei na internet o poema. Confesso que da obra do poeta português, os versos de Ricardo Reis são os que menos conheço. Não sou lá muito dada às odes, mas é uma falha não me … Continuar a ler O ano da morte de Ricardo Reis

“Toma-me, ó noite eterna…”

Porque tem dias que o cansaço é imenso... Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços E chama-me teu filho... eu sou um rei que voluntariamente abandonei O meu trono de sonhos e cansaços. Minha espada, pesada a braços lassos, Em mãos viris e calmas entreguei; E meu cetro e coroa - eu os deixei Na … Continuar a ler “Toma-me, ó noite eterna…”