Voz e voto

Em 2010, coordenei a cobertura das Eleições na editoria de mídias digitais, no portal A TARDE (Grupo A TARDE – Bahia) e fiquei responsável pela elaboração e produção das pautas e pela edição do hotsite Eleições. O trabalho foi colaborativo com a equipe da editoria Brasil, do jornal A TARDE, e foi uma das experiências bem sucedidas do grupo de comunicação baiano em unir o “povo da internet” com o “povo do papel” para criar uma cobertura multimídia e multiplataformas, sendo que como eu vim de jornal impresso, onde trabalhei quase dez anos antes de migrar para a internet, o diálogo rolou bem sintonizado. Abaixo, os registros do material produzido…

xxxxxxxxxxxxxx

A cobertura chegou ao fim no dia 31 de outubro. Dilma Rousseff (PT) foi eleita a primeira presidente do Brasil, com 56,05% dos votos válidos.  Um marco histórico é esta chegada de uma mulher à presidência. Reflito sobre o assunto aqui neste artigo.

>>Reportagens novas da equipe:

1 – Internautas protagonizam embate Nordeste x Sudeste

2 – Candidatos adotam poucas mudanças on line para o segundo turno

>>Novas infografias após o primeiro turno:

Resultado da eleição em cada estado


Evolução dos candidatos nas pesquisas do segundo turno

Total de votos na Bahia

Perfil dos governadores eleitos

>>Mais uma infografia no ar: Passo a Passo da votação.

>>Efeito Obama tupiniquim? Especialistas fazem um balanço da campanha on line em 2010. No twitter, os candidatos não dão conta da demanda dos internautas.

>>Candidatos protagonizam as clássicas gafes de campanha. Este ano, o mico é high tech.

>>Esses aqui dizem que querem se eleger pelo bem do povo, ou então, que suas candidaturas bisonhas são uma forma de protesto. Sei…

>>Mais reflexões: Enquanto os internautas fazem campanhas criativas em favor do voto nulo, rechaçando a ideia de escolher “um mal menor”, ou um “candidato meia boca”, O TSE deixa de fora os esclarecimentos sobre o fato de que votos brancos e nulos não alteram o resultado do pleito, de acordo com a legislação eleitoral brasileira. No entanto, creio que a reflexão também deve ser feita no sentido de que, independente do que dizem os engajados, quem cria essas campanhas se considera sim um eleitor consciente e exercendo o democrático direito de dizer não ao mais do mesmo de toda eleição. Ao meu ver é uma forma de protesto tão lícita quanto a de quem defende seu candidato com a paixão dedicada ao time de coração. Sendo que, as vezes, declinar do direito de escolher entre o ruim e o menos pior é uma atitude sensata, sobretudo no atual contexto político do Brasil, em que esquerda e direita amalgamaram-se em alianças partidárias no mínimo, estranhas. Que ninguém governa sozinho é fato, mas que velhos adversários ferrenhos e baluartes da esquerda radical e da direita reacionária agora comunguem no mesmo altar é para desanimar mesmo o eleitor mais atento aos noticiários. Nem todo mundo é desmemoriado…

>>Primeiras experiências em produzir infografia em flash (infos animadas para a internet). A colaboração nesse setor, além das repórteres da equipe, veio do publicitário Leandro Actis, nosso anjo da guarda, porque consegue traduzir graficamente as nossas “viagens”. Veja aqui a página de infografias do site.

>>Doações de campanha via internet não engrenam no Brasil. Mais uma matéria bem feita por minha pupila do coração :)

>>Reflexões de uma cobertura eleitoral: 2010, o ano da eleição via redes sociais no Brasil. Na onda Barack Obama (de 2008), os políticos brasileiros capitalizam nas redes e até promovem encontro de blogueiros. (leia aqui). A desvantagem é que manifestações expontâneas e escrachadas (dizem as boas línguas, uma característica dos brasileiros), rapidamente são convertidas em estratégia de campanha. Vide o Dilmaboy, que agora foi oficializado (leia aqui).

>>Minhas pupilas no hotsite Eleições 2010, do portal A TARDE On Line, são motivo de orgulho. A nossa nova empreitada: uma reportagem especial sobre os jingles de campanha, publicada em página inteira da edição impressa deste domingo de A TARDE e montada com bastante multímidia no portal. Leia aqui a reportagem on  line.

>>Mais uma pautinha do hotsite: “Dilmaboy“. Continuo orgulhosa da minha pequena repórter. A ‘mini-editoria’ recebeu reforço de peso, outra menina que promete no jornalismo…

>>Pautei esta matéria: Primeira Semana da Campanha 2010 na Internet. E fico orgulhosa de que a repórter tenha feito um trabalho tão gratificante. Modéstia a parte, não vi essa pauta em nenhuma outra mídia. Não com esse foco.

>>Link para uma reflexão sobre os gastos da campanha publicado aqui no blog: O preço do voto ou o “cabide de emprego” de uma eleição

>>Abaixo, os links de reportagem especial que fiz sobre eleitor/internauta de primeiro voto. Muito bom voltar a apurar matéria depois de cinco anos longe da rua (da reportagem). Editores devem escrever mais vezes, faz bem para a cabeça e o coração:

Texto principal: Eleitores “calouros” estão de olho nos candidatos na rede

Link 1: “Eleitor 3.0 exige interatividade”, diz especialista

Link 2:
Jovens avaliam postura dos candidatos na internet

Link 3: Corrida eleitoral invade redes sociais

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s