Autopromoção: O dia em que a internet descobriu O menino que não gostava de dormir

O menino que não gostava de dormir foi publicado na edição de A Tardinha, suplemento infantil do jornal A Tarde, em 04 de abril de 2009

Escrevi o conto O menino que não gostava de dormir inspirada na infância do meu filho. Desde bebê ele tinha uma certa resistência a pegar no sono e eu sempre dizia que Morpheu o vencia pelo cansaço e de assalto. Depois de horas de tagarelice, Matheus simplesmente apagava. Ao levá-lo para a cama, eu contava histórias. Algumas de livros, outras tantas inventadas. Mas, enquanto a história não terminava, ele não dormia, ansioso pelo desfecho.

Nos filmes sempre pareceu fácil ninar criança com história. Com a minha irmã, por exemplo, dava super certo: eu iniciava uma narrativa de documentário do discovery channel sobre a origem do universo e ela deslizava para o sono dos inocentes…

Essas reminiscências todas é só para dizer que O menino que não gostava de dormir foi descoberto (só o deus google sabe como) pela internet por esses dias e está batendo uma audiência nunca antes imaginada no Mar de Histórias. O conto teve uma versão publicada no suplemento A Tardinha, em 2009, mas naquela época os jornais não divulgavam os blogs, sites ou redes sociais dos colaboradores, como acontece agora.

Desde o dia 15 de fevereiro as visitas ao conto ganharam o topo das estatísticas do blog! Mar de Histórias sempre teve uma audiência digna e orgânica porque o google joga muita gente aqui. Escrevo resenhas literárias e sempre tem algum estudante folgado caçando na web um trabalhinho já pronto. Resenhas como a de o menino do pijama listrado, a menina que roubava livros, o físico, holocausto brasileiro e o romance da pedra do reino estão sempre no topo das buscas porque são livros que vira e mexe aparecem em vestibulares ou aulas de História.

Mas tanta visita ao mesmo tempo em um post que é uma narrativa infantil inventada me deixa meio perplexa. Vou fingir que tem tanta gente visitando o conto só porque ele é bonitinho…

Ficou curioso e quer ler? 

O menino que não gostava de dormir – I

O menino que não gostava de dormir – II

O menino que não gostava de dormir – Final

15 pensamentos sobre “Autopromoção: O dia em que a internet descobriu O menino que não gostava de dormir

  1. Leio esta estória desde 2012 para os meus filhos. Tivemos um grande período que não queriam mais, estórias para dormir. Mas hoje eles me pediram para ler algo e lembrei deste conto. Os dois levantaram as mãos e comemoraram. Obrigada por redigir com tanta delicadeza e sensibilidade!

  2. Toda noite conto histórias para minha filha de 6 anos, ela não gosta de repetir as histórias, menos a história O Menino Que Não Queria Dormir essa ela adora e não tem problema nenhum em repetir.

  3. Gostei mto da história, mas queria saberse vc é evangélica.. Sla, acho que o “Rei dos anjos” e a língua dos anjos são coisas espirituais certo?
    Mas mesmo assim, gostei mto da história, meu irmãozinho de quatro anos amou e se parece com o menininho.. Toda noite conto histórias para o meu pequeno, ele ama e é o nosso momento♡

    • Oi Beatriz, obrigada pelo comentário e fico feliz que seu irmão goste da história. Respondendo sua pergunta: não sou evangélica, não tenho religião definida. Anjos são um símbolo milenar, diversas culturas e religiões falam de anjos, mas também diversos autores e poetas os citam em suas obras. O anjo simboliza a pureza e a imaginação das crianças é pura, inocente. O menino que não gostava de dormir não tem um cunho religioso, é uma história para crianças e as crianças podem brincar com todos os símbolos, mesmo com anjos. Se você reparar, eu misturo na mesma história Morfeu, que seria o deus do sono pagão, e anjos, que são um símbolo poético e literário e, para aquelas pessoas que creem, simbolo religioso também. Falar a língua dos anjos é uma metáfora. E a historia, que foi originalmente escrita inspirada no meu filho – ele que é o menino que não gostava de dormir – serve para divertir todas as crianças (e adultos também) que assim desejarem. Abraços

  4. Parabéns, adorei a história. Meu filhote de 4 anos dormiu na segunda parte, mas eu tinha que terminar a leitura…

  5. Que bacana, Andreia, e de fato o “deus google” pode ser surpreendente de diversas formas, mas o “mundo da internet” é assim, né? Lançamos algo nesse mar e, como uma daquelas garrafas com mensagens dentro, nem sempre sabemos onde isso vai chegar, eu, inclusive, estou aqui porque nessas de navegar sem rumo por aí, sem destino, eu te encontrei, uma boa descoberta.

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