O machismo subliminar de cada dia

A publicidade que vi em uma revista feminina sobre o projeto Precisamos falar com os homens? reproduzia essa peça da campanha, onde foram reunidas - sem identificar a autoria - diversas frases machistas e misóginas pinçadas em redes sociais

Uma das peças de campanha do projeto ‘Precisamos falar com os homens?’ reproduz – sem identificar a autoria – diversas frases machistas e misóginas pinçadas em redes sociais

Folheando a edição mais recente da revista Cláudia (novembro de 2016), vi uma publicidade do Grupo O Boticário anunciando o projeto Precisamos falar com os homens?, iniciativa da ONU Mulheres e do site Papo de Homem, com patrocínio do grupo de cosméticos. O projeto consiste em uma ampla pesquisa sobre gênero, tendo como foco principal a desconstrução do machismo em todas as suas manifestações.

Além da pesquisa (da versão online participaram 20 mil pessoas de todo o país, neste link tem o material completo), o projeto também rendeu um documentário, de pouco menos de uma hora de duração, que vale muito a pena ser assistido. Neste link tem mais informações sobre o projeto. E abaixo, embedei o vídeo, já disponível no Youtube.

Como diz um amigo querido, “amplifiquem” as informações, porque combater o machismo é questão de vida ou morte e uma das premissas do vídeo é demonstrar que o machismo não mata apenas as mulheres (nós somos as principais vítimas), mas homens também morrem aos montes por conta dos estereótipos da masculinidade.

E não falo apenas de consequências drásticas para as mulheres e os homens cis e heterossexuais. Quando se fala de machismo e dos preconceitos ligados a gênero, sexualidade e orientação sexual, nunca é demais lembrar que todas as pessoas LGBTs também são afetadas de forma absurda pelas violências geradas por uma cultura machista.

Assista abaixo ao documentário ‘Precisamos falar com os homens?’

Sobre Andreia Santana

Nasci em Salvador-BA, tenho 42 anos, sou jornalista e master em jornalismo on line, traça de biblioteca, cinéfila, pesquisadora de literatura e redes sociais, aspirante a encantadora de palavras, vaidosa, comilona, solteira e mãe de Matheus, uma pessoa fascinante.
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