Crônicas

“Instagramizei” o Mar de Histórias

Viver é ir e voltar, é mudar de opinião, aprender coisas novas, abandonar o que já não nos cabe. Certamente, nos últimos tempos, abandonei um dos meus velhos preconceitos e decidi que agora sim, era hora de ‘instagramizar’ o blog, e por tabela, ‘instagramizar’ a mim mesma. O Mar de Histórias é um blog de literatura na essência, mas não é só isso. Esse diário virtual também traz muito de mim e nem sempre escrevo sobre literatura por aqui, escrevo como uma terapia pessoal de alcance coletivo.

Insta

 

Há cerca de 17 meses, fiz um texto irado sobre o motivo de ainda não ter uma conta no “Instagram” e do quanto me irritava a cobrança de algumas pessoas para que eu aderisse a essa rede, sendo que eu já estava engajada em várias outras. Minha irritação permanece, assim como ainda defendo a maioria dos pontos que coloquei no texto da época. O principal deles é que ainda acredito que para ter uma conta no Instagram é preciso ter o que mostrar, de preferência interessante e relevante. Mas o que é interessante e relevante para mim, não precisa ser para outras pessoas. Cada um estabelece seu modo de usar a rede, de exibir o mundo ou de exibir-se no mundo. Embora eu não goste e nem pretenda fazer igual, não significa que a minha forma de fazer seja melhor para os outros. O outro motivo é que, como todo nascido sob o signo de Áries, sou meio birrenta e costumo, quase sempre, só aderir às novidades quando elas deixam de estar na moda.

Continuo acreditando que vivemos em um tempo de superexposição, de exageros e falta de bom senso, como coloquei naquele texto de fevereiro do ano passado. Mas isso não significa que se experimentar a ferramenta, vá agir da mesma forma superexposta, exagerada e desajuizada. Ao menos não tenho essa intenção.

Minha entrada no Instagram, usando o Mar de Histórias como alter ego, foi leve, sem alarde e sem nenhum pretexto ou motivo especial. De forma bastante prosaica, minha irmã, nem lembro mais o motivo exato, sugeriu que eu criasse a conta.

Minha dúvida inicial – o que eu vou postar? – foi sendo respondida na medida em que surgiram pequenas coisas que me deram vontade de compartilhar, como o peso de papel em formato de coração, a viagem à trabalho para o Rio de Janeiro, uma descoberta que fiz numa livraria aqui de Salvador, um trecho do livro que estou lendo, a chuva que amanheceu meu bairro todo cinza…

O que mais vai vir daí, não tenho a menor ideia, vou seguindo e mostrando o que der vontade, escondendo o que não for necessário mostrar, sem contar likes, sem a pretensão de virar celebridade da internet, apenas porque viver é bem assim, ir e voltar, mudar e experimentar, não ter medo de dar o braço a torcer…

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2 thoughts on ““Instagramizei” o Mar de Histórias”

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