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Mania de escritor

Agatha Christie escrevia na banheira
Agatha Christie escrevia na banheira…

Futucando as edições da Mundo Estranho, de meu filho, encontrei na edição de agosto deste ano (número 142) uma lista de manias dos escritores durante a produção de uma nova obra. Achei bem divertida a ideia da pauta e uma forma também de humanizar autores que são considerados verdadeiros mitos literários… Espero que gostem!

Douglas Adams só escrevia ouvindo música. O Guia do Mochileiro das Galáxias, por exemplo, nasceu com trilha sonora do Pink Floyd. Para mim faz todo sentido…

George R.R. Martin, autor de As crônicas de gelo e fogo (Guerra dos Tronos e cia), é aficcionado por gibis e até comenta essa paixão no prefácio da edição em graphic novel da saga de Westeros. Quando quer descansar a mente dos zilhões de personagens e tramas que criou na série, ele lê quadrinhos da Marvel, igualzinho a qualquer outro fã.

Stephen King (O iluminado, Carrie – A estranha), em sua recente biografia, admite ter sofrido anos com dependência química, pois sempre lançava mão de aditivos na hora de escrever. Mas como largou a vida de junkie, agora começa o dia fazendo uma caminhada de cinco quilômetros e se impõe uma rotina de redigir dez páginas por dia.

Outro autor que leva a “máxima corpo são, mente sã” ao pé da letra é Dan Brown (O código da Vinci, etc). O autor, que acorda às 4h da madrugada, costuma a cada uma hora escrevendo, interromper a produção para se dedicar a fazer algumas flexões e abdominais.

E Alexandre Dumas dava as roupas para os criados esconderem
E Alexandre Dumas dava as roupas para os criados esconderem

Na ala gastronômica, Balzac (A mulher de 30, A comédia humana) era viciado em café e escrevia movido a essa bebida, chegando a consumir 50 xícaras por dia! Enquanto Alexandre Dumas (Os três mosqueteiros e O conde de Monte Cristo) devorava dúzias de maçãs. A mania mais bizarra desse autor era escrever pelado! Dumas, segundo a matéria da ME, para não perder o foco na história, tirava a roupa e dava para os criados esconderem. Assim, não tinha como sair de casa antes de concluir o trabalho.

Ainda no rol da escrita nua e à flor da pele, Agatha Christie (Assassinato no Expresso do Oriente etc) inventava as mirabolantes tramas policiais de Hercule Poirot e da fofíssima Miss Marple confortavelmente instalada em uma banheira de água quentinha.

Já Victor Hugo (Os miseráveis) e Virgínia Woolf (Mrs. Dalloway) gostavam de escrever em pé. Hugo ainda tinha a mania de ficar de frente para um espelho.

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