Citações, Literatura

“Qualquer coisa que tivesse um superlativo estava bom”

“A maior fantasia de qualquer um dos Aesir era estabelecer tarefas impossíveis para mortais, depois sentar confortavelmente em um banco de bar e observar o pobre infeliz estourar uma tripa ao tentar cumprir a ordem dada. Uma das tarefas prediletas dos deuses era matar um dragão ferocíssimo, ou escalar uma torre altíssima ou até mesmo atravessar um deserto vastíssimo. Qualquer coisa que tivesse um superlativo estava bom. As melhoras tarefas, porém, eram as que ficavam tão próximas do possível que o idiota quase podia alcançar a vitória quando o fracasso o surpreendia por trás e aplicava um dose fatal de morte horripilante.

Normalmente, as tarefas sempre vinham em grupos de três, para que o mortal que estava sendo testado pudesse ter um gostinho de sucesso nas duas primeiras e, dessa forma, se sentir o maioral do pedaço. Isso geralmente resultava em comemorações empolgadas, até que a divindade anunciasse a terceira tarefa, que era a cartada final. Odin insistia em regras justas, de modo que, na teoria, a pessoa tivesse uma chance de ser bem sucedida; mas em toda a história das tarefas impossíveis, só um homem completara as três sem perecer no processo. Na verdade, esse homem era o próprio Odin, com um dos seus disfarces humanos dos quais sentia tanto orgulho.”

(Eoin Colfer, em E tem outra coisa…, págs. 167 e 168. Consórcio das Galáxias – Editora Record, Rio de Janeiro – RJ/ Editora Arqueiro, São Paulo – SP -, 2011)

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