Dicas de leitura, Literatura

Nas Livrarias: novidades em tempos de bienal

Na semana da Bienal de São Paulo, a maior do país, o blog reúne alguns lançamentos de editoras que participam do evento. Anotem a dica e corram para a livraria mais próxima:

O livro branco (Record) – Organizado por Henrique Rodrigues, a obra faz uma homenagem aos Beatles através de contos de 20 autores que se inspiraram nas canções do quarteto de Liverpool. Clássicos como Hey Jude, Let it be e Eleanor Rigby (All the lonely people) ganham novo olhar pela imaginação de Nelson Motta, Marcelino Freire, Ana Paula Maia, Fernando Molica, Marcia Tiburi, Marcelo Moutinho, Carola Saavedra e Zeca Camargo, este último estreando na ficção. Tem 160 páginas e custa R$ 29,90.

Adormecida (Lua de Papel) – A escritora Anna Sheehan se inspira no clássico conto de fadas A Bela Adormecida, para criar uma história de ficção científica. Rose, aos 16 anos, era a filha de um magnata de uma corporação interplanetária. Ela caiu em um sono profundo por 60 anos e ao acordar, viu que o mundo não era mais aquele que ela conhecia… Tem 272 páginas e custa R$ 32,90.

Raymundo Curupyra – O Caypora (Tordesilhas) – O poeta e ficcionista Glauco Mattoso apresenta um romance, ambientado na região central de São Paulo, todo construído com 200 sonetos heróico-decassílabos inéditos. Com orelha assinada pelo escritor Marcelino Freire e posfácio do professor João Adolfo Hansen, o livro preserva a ortografia vigente antes do Acordo Ortográfico de 1943, como uma forma particular de protesto do autor que, desde 2009, adota esse formato por entender os acordos ortográficos como deliberações autoritárias e arbitrárias promulgadas pelo Estado. O romance conta a história de Raymundo, um sujeito extremamente azarado, assombrado pela urucubaca e que vive se metendo nas piores encrencas imagináveis, como ser sequestrado, torturado e ingressar na política…Tem 256 páginas e custa R$ 49,50.

Retrato da mãe quando jovem (Tordesilhas) –  Romance de Friedrich Christian Delius, um dos principais destaques da literatura alemã contemporânea. Em uma tarde de verão em Roma, Margherita, uma jovem grávida, caminha em direção a um concerto de Johann Sebastian Bach. O marido está na África, trabalhando em prol da Alemanha Nazista. As impressões vivenciadas pela jovem durante essa caminhada traduzem a atmosfera de angústia e repressão da Europa do início dos anos 1940. Embora ansiosa pela volta do marido, a moça parece desconhecer os horrores reais de um dos conflitos mais sangrentos da história da humanidade. O enredo de Retrato da mãe quando jovem apresenta traços autobiográficos. Margherita é a mãe do próprio Friedrich Christian Delius. Alemã, a jovem refugiou-se em Roma no ano de 1943, onde deu à luz o autor. Delius não pretende fazer qualquer apologia que o posicione politicamente ou justifique a dor, o silêncio e os tempos de horror vividos. O desafio proposto ao leitor através deste “retrato” é o reconhecimento de um “inimigo” humanizado. Margherita é uma alemã que, educada sob o regime do Reich, está do lado derrotado… Tem 144 páginas e custa R$ 27,50.

*Com informações e sinopses enviadas pelas editoras.

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