Mulher Sem Retoque, Pequenas Histórias

Mulher Sem Retoque: o tempo do grande silêncio

De vez em quando Vera se sente perdida, desamparada e confusa. Quer tudo ao mesmo tempo e não quer nada. Tem todas as certezas e todas as dúvidas. As muitas veras dentro dela correm em direções variadas, esticando-a ora para um lado, ora para o outro. Ela vai. Também falam ao mesmo tempo e o zum zum zum em sua cabeça é um enxame de ideias agitadas, espalhadas como um quebra-cabeças desmontado, juntando-se peça à peça. Nessas horas, ela silencia e tenta ouvir, em meio a balbúrdia interna, “aquela” voz da intuição que irá guiá-la pelo labirinto dos seus anseios. Nesse tempo do grande silêncio, há quem pense que Vera está deprimida, ou chateada, ou doente. Daria muito trabalho e quebraria o voto de sossego autoimposto, parar e explicar que ela apenas está sentada no meio da tormenta, em uma cadeira de balanço imaginária, ninando a si mesma ao som do vento que açoita ao redor. No olho do furacão, dizem, tudo é silêncio. E Vera sabe que essa é a mais pura verdade…

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