Cinema, Geral

Pacotão de filmes de férias – 2011

O saldo total de férias: 38 filmes. Ultimamente, estou mais inspirada para escrever resenhas literárias do que para fazer “crítica” cinematográfica. Acredito também que, por estudar literatura com afinco, consigo me sair melhor nas resenhas de livros. Sempre li muito mais do que vi filmes, embora tenha uma paixão enorme por cinema. Deixo os comentários sobre a sétima arte para quem realmente sabe do tema. Também deixei de frequentar cinema em Salvador, só vou raramente, quando vale muito a pena ou para levar o filhote. Infelizmente, e já falei disso várias vezes por aqui, o público da minha cidade não tem educação, salvo raras exceções. Também já contei que certa vez tomei um banho de milkshake que manchou uma blusa branca de estimação. Por essas e outras, cada dia fica mais difícil encontrar um horário digno para me entregar à fruição de um bom filme na sala escura. Mas a página do Filmow atualizo com o que vejo na sessão sofá, principalmente. Nessa rede social de cinéfilos, dou estrelinhas às produções assistidas (aprendi com a Fani, personagem de uma série literária adolescente, que é uma fofura, Fazendo Meu Filme). Ainda não comentei nada por lá, embora tenha espaço bacana para fóruns de discussão. Qualquer dia desses, talvez poste algo. Abaixo, só para constar (confesso que adoro fazer listinhas) um breve comentário sobre o pacotão de férias, na ordem em que foram assistidos. Não vou falar dos 38 filmes, senão vai ficar um negócio gigantesco. Como diria o velho Jack – The Ripper -, vamos por partes. Os três primeiros, como aperitivo, tem resenha, o restante, entra a listinha na ordem em que foram vistos e a nota que atribuí a cada um…

Snatch: porcos e diamantes – Guy Ritchie, 2000. Esse filme nem é novo, mas fazia parte de um daqueles que eu ainda não tinha visto (essa lista é gigantesca, minha filmografia tem ritmo próprio, sou cinéfila bissexta). Gosto do estilo de direção meio videoclipe do Guy Ritchie, dos diálogos rápidos, da capacidade que ele tem de reunir elencos incríveis e verossímeis demais nos papeis. Brad Pitt está muito bom como o cigano lutador. Engraçado é que eu tinha acabado de ler um livro sobre a cultura cigana, quando assisti esse filme (a resenha desse livro estará aqui no blog em breve). E de fato, os estereótipos batem direitinho, principalmente dos ciganos britânicos, embora a pegada de Ritchie seja mais Pop e menos antropológica. De zero a dez, dou 8,5.

Terra Fria – Niki Caro, 2005. Esperava mais desse filme, mas ele é bem irregular. O elenco é bom, mas Charlize Theron me irrita um pouco, parece que está sempre tentando provar que não é só um rosto bonito. Creio que todo mundo já sabe e já viu que ela tem certo talento, mas não acho que seja diferente de outras atrizes da sua geração. Frances McDormand, como sempre, boa demais de ver, mesmo em papeis coadjuvantes. O filme tem ótimos momentos, alguns até bem comoventes, mas outros descambam para aquele dramalhão médio sobre o quanto a vida do norte-americano pobre é dura. Bacana, ao menos para mim que sou mulher, é a discussão em torno da misoginia, do machismo atávico do americano médio, mas isso não é novidade. Nota 7.

Meia-noite em Paris – Woody Allen, 2011. Esse eu fiz questão de ir ver no cinema, logo no primeiro final de semana das férias e saí do Multiplex feliz da vida, em puro estado de graça. O filme é um encanto, confortavelmente um Woody Allen sem tirar nem por. Owen Wilson, escolhido para protagonizar a fita, é um alterego perfeito do diretor. Minha irmã tinha me chamado atenção para isso e de fato, o ator estudou direitinho o papel, porque até fisicamente, a expressão corporal, a excitação na fala, os trejeitos nervosos, tudo lembra a neurastenia de Allen, uma coisa linda! O único ponto negativo é que o elenco muito bom apenas passeia pela tela, como num mosaico de tipos humanos, outra característica do diretor. Quando começamos a nos apaixonar, por exemplo, pelo impagável Salvador Dalí de Adrien Brody, a cena acaba. Nota 9,5 com as honras que Allen merece por não deixar de ser quem é.

1984 – 9,00

Lobo – 8,00

O livro de Eli – 7,5

Feitiço do coração – 8,00

A praia – 8,5

Insonia – 7,5

Mary & Max – DEZ com muitas e muitas honras!

Ilha do medo – 8,5 (o livro, que resenhei aqui no blog, é bem melhor!)

Amor além da vida – 9,00, uma história comovente, mas sem pieguice extrema

Cisne Negro – 6,5 (não consegui gostar desse filme e olha que estava na maior expectativa para ver. É meramente pretensioso e não genial. Não merecia o Oscar e Natalie Portman estava tão boa nesse quanto em muitos outros filmes em ela aparece bem, a exemplo de Closer. Portanto, nem isso é notável).

Megamente – Dez, muito divertido!

Abraços Partidos – 9,5, Almodóvar é sempre Almodóvar

X-Men: Primeira Classe – 9,00 e a companhia genial do meu filho no cinema

A Troca – 8,5. É bom, mas não é o melhor Eastwood que já vi.

Noiva em Fuga -8,0

Querido John – 8,0

Encontro Explosivo – 8,0

Arraste-me para o inferno – 7,0

Cartas para Julieta – Dez, é lindo, comovente e simples!

Herói por Acidente – 8,5, revi esse, porque Dustin Hoffman sempre vale a pena

Os homens que encaravam cabras – 9,00, divertidíssimo!

Meu Malvado Favorito – 9,00, fofinho demais

Sherlock Holmes – 9,5, dobradinha promissora de Jude Law e Robert Downey Jr.

9 – A Salvação – 6,0, a produção de Tim Burton não salva o filme

Hidalgo – 8,5

Benny & Joon – 9,0

Harry Potter e as relíquias da morte Parte II – Dez, final muito digno para a série

A época da inocência – 8,5

Deixa ela entrar – Dez, e algumas sequências muito lindas e ternas na memória

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