Bala no Alvo, Cidadania, Geral

Terrorismo cibernético #fail!

Anonimato: O saco na cabeça pode ser de vergonha da própria atitude ao entrar na “casa” alheia para ofender o anfitrião

Quem acha que a internet é um mundo à parte precisa desconectar um pouco e pensar. A internet, melhor dizendo, a parte desse latifúndio onde nos exibimos diariamente (uns mais, outros menos), ou seja, a web, é só uma tradução mais high-tech do mundinho aqui de fora. Ao menos, em relação ao comportamento do bicho humano, não importa o tanto de parafernália utilizada e nem quanto custou, a equação é simples: existem pessoas educadas e existem pessoas grosseiras. Independente da cor da pele, do credo, da orientação sexual…

Just like that!

A preleção aí de cima se deve ao fato de ter jogado no lixo alguns comentários durante o processo de moderação matinal aqui do Mar de Histórias e também do Conversa de Menina. Sim, os comentários dos meus blogues são moderados. Infelizmente!

A medida é por questões de segurança profissional, sou uma jornalista que goza de respeitabilidade no mercado onde atuo (e embora o perfil diga “escritora ainda inédita”, não é bem assim); e também porque a livre expressão, que eu defendo até a morte, precisa muitas vezes de limites impostos não por governos ou ditaduras, mas pelo bom-senso.

As pessoas são sensíveis na essência e não têm a menor obrigação de lidar com as frustrações dos seus semelhantes. Particularmente, me excluo da lista  de “obrigados”, sem a menor culpa. Não sou saco de pancadas e recomendo que quem anda precisando bater a torto e a direito, compre um par de luvas e um saco de areia. Uns socos no vazio sempre ajudam a botar a cabeça em ordem.

Muito menos, considero qualquer ser humano obrigado a lidar com o analfabetismo ideológico e funcional de certas pessoas que ao ler um texto maior que dez linhas não compreendem nem 30% do conteúdo e ainda assim, ooh empáfia, se acham no direito de ofender o autor ou um leitor que tenha comentado o tema! Falta de cortesia para mim é desvio de caráter e mau-caratismo também independe de gênero, crença ou cor.

Acredito piamente neste conceito: o ser humano é livre para manifestar sua opinião e seu desagrado com as ideias de terceiros, desde que não desrespeite o autor e nem seus leitores. Só que, liberdade (conceito vago para alguns) é algo que nem todas as pessoas sabem usar com sabedoria e seriedade. Depois se queixam de perdê-la, por que será?

Alguns comentários que merecem ser chamados pelo nome correto e que está na moda: ciberbullying, me dão pena. Primeiro porque escritos em um português de fazer Camões se revirar no túmulo e depois, porque são tão rasos e revoltados que só podem mesmo ter saído de mentes mesquinhas e almas doentes. Algumas pessoas, coitadas, andam amargas, tristes e frustradas com seus empregos insatisfatórios, com seus salários minúsculos, com o assédio moral dos seus chefes, com o descaso do governo, com a alta dos impostos, com o namorado (a) traíra, com a educação capenga, com a saúde em estado terminal, com o limite do cartão de crédito estourado ou até com o fato de pertencerem ao mundo dos “durangos” (movimento dos sem cartão?!).

Além disso, há a questão das crianças e adolescentes perdidos sem pai nem mãe (mesmo quando os têm), largados nessa selva virtual, expostos a pedófilos e todo tipo de pervertidos e amizades fugazes e fugidias, que fatalmente, as páginas do jornal estão aí para provar, terminam levando mocinhas à decapitação.

Como diria minha avó, é da natureza humana pender para o mal e aprender o que não presta. Recadinho aos rebeldes sem causa: ser do bem neste mundo cão, meus caros (e caras) é que é o grande desafio. E nem falo do politicamente cretino (ops, correto), falo apenas em ser do bem praticando a máxima popular: “fazer aos outros o que gostariam que fizessem a você”. E, a menos que seja alguém com tendências masoquistas e outras taras que Freud, Lacan, Jung e cia explicam melhor que eu, ninguém gosta de ser ofendido, xingado, assediado, humilhado, discriminado ou sofrer qualquer tipo de maltrato. Nesse particular, nós humanos somos iguaizinhos aos cães, adoramos afagos no corpo e no ego.

Debatam, opinem e critiquem, meus lindos (e lindas), mas mantenham o nível. Isso aqui é uma “casa” de família e a dona já passou da idade de bater boca com adolescentes carentes ou adultos amargurados.

P.S.: Uma vizinha lá de Periperi diria em bom baianês: “é puro despeito”!

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2 thoughts on “Terrorismo cibernético #fail!”

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