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Um comentário sobre campanhas em prol do voto nulo

Enquanto os internautas fazem campanhas criativas em favor do voto nulo, rechaçando a ideia de escolher “um mal menor” ou um “candidato meia boca”; O TSE, nas peças publicitárias de conscientização sobre o exercício democrático do voto, deixa de fora os esclarecimentos sobre o fato de que votos brancos e nulos não alteram o resultado do pleito, de acordo com a legislação eleitoral brasileira vigente. No entanto, creio que a reflexão também deve ser feita no sentido de que, independente do que dizem os engajados, quem cria essas campanhas a favor da anulação do voto se considera sim um eleitor consciente e exercendo o democrático direito de dizer não ao “mais do mesmo” de toda eleição.

Ao meu ver, esta é uma forma de protesto tão lícita quanto a de quem defende seu candidato com a paixão dedicada ao time do coração. Sendo que, às vezes, declinar do direito de escolher entre o “ruim” e o “menos pior” é uma atitude sensata, sobretudo no atual contexto político do Brasil, em que esquerda e direita amalgamaram-se em alianças partidárias no mínimo, estranhas.

Que ninguém governa sozinho é fato, e que as alianças são importantes para criar a tal da governabilidade, também é sabido. Mas, que velhos adversários ferrenhos e baluartes da esquerda radical e da direita reacionária agora comunguem no mesmo altar, é para desanimar mesmo o eleitor mais atento aos noticiários. Nem todo mundo é desmemoriado…

Os que defendem o voto nulo podem até ser considerados românticos incuráveis, no sentido de sonhar com uma sociedade utópica, onde ninguém governe ninguém de forma compulsória e todos trabalhem juntos  e em consenso pelo bem comum. Em linhas gerais, a base do anarquismo. No entanto, a humanidade e seu ideal de civilização atual não parecem estar prontas agora para uma coexistência libertária sem que ela se torne caótica, tanto quanto não estavam no tempo de Bakunin.

A criatividade do brasileiro, no entanto, fala mais alto que qualquer tentativa de teorizar o voto nulo. Numa reportagem, uma das minhas pupilas na redação descobriu essa pérola aqui, criada pelo pessoal do site de humor Jacaré Banguela. Divirtam-se… ou torçam o nariz:

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