Vou de bobes

Ela entrou no ônibus e sentou ao meu lado, muito lindinha, com uma nuvem branca na cabeça. Devia ter uns 70 anos, mais ou menos. Não havia nenhum fiozinho preto, sequer cinza, eram todos imaculadamente alvos como os lençóis das propagandas de sabão em pó. Os bobes também eram brancos. Ela cheirava a patchouli e … Continuar a ler Vou de bobes

*Um bom conselho

"Chega um momento em que o personagem faz ou diz algo que você não previu. Nesse instante ele está vivo, e você deve deixar que ele faça o resto." (Graham Greene, Advice to writers) *Citação colocada na abertura do capítulo 16 de Morte de Tinta, Cornelia Funke