Cinema, Geral, História, Literatura

II Guerra: filmes e livros para entender o conflito

A lista abaixo, da Record, oferece livros que dialogam com a guerra tanto do ponto de vista da ficção quanto da historiografia oficial. Mais abaixo, a listinha de filmes e alguns links para ajudar na pesquisa de quem estiver precisando.

*EUROPA NA GUERRA, Norman Davies

europa na guerraAutor de O levante de 1944, Davies desconstrói as bases da história da Segunda Guerra Mundial e explica como concepções erradas foram moldadas. Ele faz isso ao detalhar as maneiras pelas quais a guerra vem sendo retratada em filmes, arte e literatura e conta como isso afetou a percepção pública do conflito. Em uma excepcional abordagem do tema, o autor revela a verdade por trás dos relatos estabelecidos.

*1939 – CONTAGEM REGRESSIVA, Richard Overy

contagem regressivaEm uma abordagem dramática, Richard Overy narra os principais acontecimentos políticos que precederam o início da Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939. Em um relato objetivo, mas repleto de informações valiosas, o autor afirma que, ao contrário do que pensamos, o início da guerra não era inevitável: os Aliados esperavam que Hitler mudasse de idéia e não invadisse a Polônia – o que poderia ter evitado a deflagração do confronto mundial – e Hitler, por sua vez, estava convencido de que os Aliados recuariam e não tentariam impedi-lo. Este livro traz à vida o momento mais decisivo do sangrento século XX. Richard Overy é autor de mais de 20 livros sobre as duas guerras mundiais e venceu em 2005 o prêmio Wolfson.

*MOSCOU 1941, Rodric Braithwaite

moscouNeste livro, o autor recria os dias da invasão alemã à Rússia. Na madrugada de 22 de junho de 1941, sem uma declaração de guerra, forças alemãs invadiram a União Soviética. Do outro lado da fronteira, no entanto, a Alemanha encontrou um exército desorganizado e despreparado, o que possibilitou às tropas invasoras avançar rapidamente em direção a Moscou, conquistando uma cidade russa após a outra. Em vista disso, os alemães calcularam que as coisas seriam fáceis. No entanto, os russos estavam resistindo.

*ROSA DE STALINGRADO, Jean-Claude Halle e Valérie Bénaïm

rosaEste livro conta a história da tenente Liliana Litvak, a Rosa de Stalingrado. Os autores narram a brilhante trajetória de uma jovem de 19 anos que em um dos momentos mais sombrios da Segunda Guerra Mundial alistou-se como voluntária e tornou-se heroína da Rússia. O livro traz à tona casos de coragem, perícia, reconhecimento e até de um grande amor.

*OPERAÇÃO VALQUÍRIA, Philipp Freiherr von Boeselager

valquiriaO livro narra a fantástica história real do complô organizado por oficiais alemães em 1944 para tomar o poder, após a eliminação de Hitler. O autor, Philipp Freiherr von Boeselager, foi um dos jovens oficiais que participaram da operação designada “Valquíria”. Morto em 2008, foi o último sobrevivente capaz de contar os detalhes dessa aventura. Deu origem ao filme estrelado por Tom Cruise e lançado ano passado.

*UM ATO DE LIBERDADE, Nechama Tec

ato liberdadeA história do maior resgate armado de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1942, um pequeno grupo de judeus estabeleceu uma comunidade de resistência na Bielo-Rússia, oferecendo proteção a todos os fugitivos judeus que conseguissem chegar lá. Em dois anos, essa comunidade tinha 1.200 pessoas — a maior operação de salvamento de judeus por judeus durante a guerra. O líder dessa comunidade, o carismático Tuvia Bielski, contou sua história a Nechama Tec duas semanas antes de morrer em 1987.

*O LEITOR, Bernard Schlink

o leitorLivro que deu origem ao filme estrelado por Kate Winslet e Ralph Fiennes, O leitor é a obra alemã mais aclamada por crítica e leitores, desde o lançamento de O perfume, de Patrick Süskind, e foi traduzida para mais de 30 idiomas. Michael tem somente 15 anos quando conhece Hanna, uma mulher 21 anos mais velha. É o início de uma delicada relação amorosa, marcada por pequenos gestos e rituais. A leitura de clássicos de Tolstói, Dieckens e Goethe precede os encontros. Ao longo de meses, o casal repete essas cerimônias, interrompidas pelo súbito desaparecimento de Hanna. Sete anos depois, Michael, estudante de direito, é convidado a tomar parte em um julgamento contra criminosos do regime nazista. Ele descobre que uma das acusadas é sua antiga amante, o que o lança a um vórtice de culpa e piedade.

*UMA MULHER EM BERLIM, Anônima

Diário dos últimos dias de guerra 20/04/1945 a 22/06/1945

mulher berlimO comovente e trágico diário de uma jovem berlinense, escrito entre 20 de abril de 1945 e 22 de junho do mesmo ano, durante a invasão e conseqüente ocupação russa da capital alemã. Em um relato preciso e emocionante, a autora descreve a vida miserável que levou e os repetidos estupros que sofreu durante este período. A morte da autora em 2001 suscitou o interesse dos leitores, e o livro foi relançado em vários países.

*A LISTA DE SCHINDLER, de Thomas Keneally
(livro que deu origem ao filme de Steven Spielberg)

listaDurante a Segunda Guerra Mundial, enquanto o regime nazista enviava milhares de prisioneiros aos fornos de Auschwitz, o industrial alemão Oskar Schindler abrigava centenas de judeus em sua fábrica, de onde ele finalmente os transferia em segurança para a Tchecoslováquia. Um lugar na lista de Schindler significava a única chance de sobrevivência para um prisioneiro judeu. Oskar Schindler, tido como herói do Holocausto, é retratado de modo inédito e comovente pelo romancista Thomas Keneally, que passou dois anos entrevistando sobreviventes beneficiados por Schindler em sete países: Austrália, Israel, Alemanha Ocidental, Áustria, Estados Unidos, Argentina e Brasil.

* O PIANISTA, de Wladislaw Szpilman

pianistaA incrível história do jovem e talentoso pianista Wladislaw Szpilman – ele mesmo autor do livro e judeu sobrevivente do Gueto de Varsóvia – é narrada nesta obra que inspirou Roman Polanski a adaptá-la para o cinema. O pianista é uma raridade, pois foi escrito de forma vívida e realista, imediatamente após a experiência de Szpilman durante a Segunda Guerra. Em 1939, no exato momento em que as bombas começaram a cair na capital polonesa, Szpilman executava ao piano o “Noturno em dó menor” de Chopin, na Polskie Radio. Seis anos depois, terminada a guerra, tocou a mesma peça musical para marcar a retomada das atividades da rádio.

*SUBMARINO, de Lothar-Günter Buchheim

1941. A tripulação do submarino alemão U-096 vive dias de terror para sobreviver aos ataques da Batalha do Atlântico. Neste relato emocionante, o autor Lothar-Günther Buchheim retrata de modo realista os bombardeios dos gigantescos navios ingleses. A grandiosidade deste livro está na tragédia humana de seus personagens, homens que vão para a guerra e conhecem o pânico nas batalhas. O livro inspirou o filme de Wolfgang Petersen intitulado O barco – Inferno no mar, produção alemã que recebeu seis indicações ao Oscar. Embora seja um romance, esta não é uma obra de ficção. O autor foi correspondente de guerra e testemunhou os eventos aqui relatados; eles são a soma de suas vivências a bordo de um submarino. Tanto o livro quanto o filme são, na verdade, um grande manifesto antibélico. Dos quarenta mil alemães que serviram em submarinos, trinta mil jamais regressaram da Segunda Guerra Mundial.

*O IMPÉRIO DO SOL, de J. G. Ballard

imperioXangai, 1941. Nas ruas chinesas repletas de corpos e destroços, Jim é um menino inglês que se perde dos pais em meio ao caos instalado após o ataque japonês a Pearl Harbor. Aprisionado no campo de Lunghua, o pequeno Jim é o narrador dos horrores e privações da Segunda Guerra Mundial: edifícios vazios, carros abandonados, paisagens desoladas. Um relato extraordinário. Este romance de guerra é inspirado em acontecimentos presenciados por J. G. Ballard na infância. O autor e sua família foram prisioneiros em um campo de concentração japonês e só puderam voltar a Londres em 1946, quando Ballard tinha 16 anos. O império do sol também virou filme, em 1987, por Spielberg.

*O PIANISTA DE HITLER, de Peter Conradi

A incrível história do homem que ajudou a gerar o monstro do nazismo e depois conspirou para destruí-lo. Por meio de documentos que apenas recentemente tornaram-se acessíveis ao público, de entrevistas com membros da família Hanfstaengl e de manuscritos originais de “Putzi”, como o biografado era conhecido, o pesquisador Peter Conradi elaborou a narrativa do elo histórico perdido entre Hitler e Franklin D. Roosevelt.

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A GUERRA NO CINEMA

Além dos filmes citados acima, que derivaram de livros sobre a II Guerra, acrescente na sua lista de bons panoramas do conflito no cinema a lista abaixo, que foi feita com base no que eu assisti. Se você também tem sugestões, deixe na caixa de comentários que eu amplio a lista:

O Grande Ditador, 1940, Charlie Chaplin

A vida é bela, Roberto Benigni, 1997

Os falsários, Stephan Ruzowitzky, 2007

O menino do pijama listrado, Mark Herman, 2008

Bastardos Inglórios, Quentin Tarantino, 2009

Defiance, Edward Zwick, 2008

Marcas da Guerra, Lajos Koltai, 2008

Cartas de Iwo Jima e A conquista da honra, Clint Eastwood, 2006

Adeus à Inocência, Richard Benjamin, 1984

Agonia e glória, Samuel Fuller, 2004

A um passo da eternidade, Fred Zinneman, 1953

Os canhões de Navarone, Carl Foreman, 1961

Casablanca, Michael Curtiz, 1942

Furyo, 1983, Nagisa Oshima

Lili Marlene, 1981, Rainer Werner Fassbinder

O resgate do soldado Ryan, 1998, Steven Spielberg

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Dicas de leitor:

Mais alguns filmes sobre a II Guerra, indicados pelo leitor e amigo Saymon Nascimento.

A Ascenção, Larissa Shepitko

Vá e Veja, de Elem Klimov

A Infância de Ivan, de Andrei Tarkovsky

Guerra e Humanidade, trilogia de Masaki Kobayashi

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Para saber mais sobre a II Grande Guerra:

>>Mulheres em tempos de guerra – moda e comportamento nos anos 20 a 50 (em pdf)

>>O nazismo, a II Guerra e uma mulher contra Hitler – artigo sobre cinema e guerra

>>Verbete na Wikipédia sobre a FEB

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1 thought on “II Guerra: filmes e livros para entender o conflito”

  1. Olga de Fernando Morais – Resumo: A vida de Olga Benário, judia, comunista e mulher de Luís Carlos Prestes, que o governo Vargas entregou, grávida à Gestapo. Depoimentos inéditos de personagens da época, papéis secretos sobre a revolta comunista de 1935 no Brasil (recolhidos em arquivos alemães, brasileiros e norte-americanos), espionagem, paixão e violência compõem esta fascinante história de amor e intolerância, que Moacir Werneck de Castro chamou de “um livro extraordinário – um belo trabalho de repórter, de um grande repórter internacional”.

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