John Hughes: morre o diretor da minha adolescência

John Hughes, o pai do Ferris Bueller se foi...

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O diretor John Hughes morreu nesta quinta-feira, aos 59 anos, vítima de ataque cardíaco. A notícia, que chegou à Redação através das agências de notícias internacionais – na verdade, um colega tão ou mais cinéfilo que eu veio me contar porque leu numa agência -, trouxe o gosto das recordações, como todo luto. Sim, meus queridos leitores, sou nostálgica e ando cada vez mais convencida de que no meu tempo as coisas eram bem melhores (uma cota de ranzinzice, eis um tributo extra que me cobra a maturidade). A nostalgia porém, justifica-se para outros que, como eu, passaram parte da infância e o começo da adolescência embalados pelos filmes de Hughes. “Mude de canal” (ou troque de post) quem nunca assistiu Curtindo a vida adoidado, protagonizado por Mathew Broderick aprontando todas na pele de um cabulador de aula, boa-vida, malandro e sedutor como só um adolescente consegue ser. Eu queria estar na pele da Mia Sara, a meio colega, meio namorada que também mata aulas porque afinal de contas, dias de sol não foram feitos para ir à escola. Hoje em dia, lógico, penso diferente. Inclusive, Snakythey meu filho, se estiver lendo isto, sim, é preciso ir à aula nos dias de primavera! Quem não se sentiu parte do Clube do Cinco, principalmente as meninas, que suspiraram e desejaram estar na pele de Molly Ringwald, par romântico de um gatíssimo e completamente rebelde Judd Nelson? Na lista dos inesquecíveis filmes de adolescente de John Hughes – numa época em que filmes de adolescentes tinham histórias fantásticas e que falavam para todos nós, mesmo que não fôssemos norte-americanos de classe média – entra ainda Mulher Nota 1000, com Robert Downey Jr. no elenco, que delícia. Nos anos 90, o diretor foi autor da série Esqueceram de Mim. Mesmo mais velha, não resisti à fofura de Macauley Culkin e à singeleza daquela historinha de natal em que um guri é deixado sozinho em casa, por engano, e apronta todas para se livrar de dois assaltantes para lá de atrapalhados. Nenhuma das continuações consegue ser tão boa como o primeiro, mas o resultado do conjunto é bem gostoso de lembrar. Dia desses, zapeando por um canal fechado, esbarrei em Drillbit Taylor, filme cujo roteiro é de Hughes. Protagonizado por Owen Wilson, uma espécie de Macauley Culkin mais velho, o filme tem aquela atmosfera das antigas comédias adolescentes dos anos 80, embora tenha sido rodado em 2007. Mesmo não sendo um grande filme, vale a diversão pela delicadeza da história, o carisma do protagonista e o gosto de saudade que sempre fica como resíduo para quem cresceu querendo viver um dia de Ferris Bueller. Como escreveu um amigo meu no msn: “rest in peace John Hughes“.

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