Querido Diário

Vida em rede

– Bobbie, socorro! A internet deu xabu…
– E você quer que eu conserte daqui de onde estou?
-…tem razão, ainda não inventaram suporte técnico via telepatia…
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cabo de rede– Alô, é da Velox?
– É sim.
– Moço, minha internet caiu
– A senhora já testou o cabo de rede?
– Testei, o cabo está conectado, muito firme no seu posto, um cabo muito responsável, cumpridor do seus deveres tecnológicos, mas o computador está aqui teimosamente dizendo que o cabo não está conectado.
– Nesse caso minha senhora, não é com a gente não…
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Lição número 1: não entrar em desespero. As pessoas sempre viveram sem internet no passado e ninguém morria por causa disso. Um dia sem checar e-mail não vai detonar a terceira guerra mundial.

Providência importante: pegar um livro para ler, livros não dão xabu, nenhum computador é mais confiável que o peso de um bom livro nas mãos. O plano b seria ler os “cinco mil” textos acadêmicos que tenho de encarar, mas acontece que hoje é quinta-feira. E o que tem a quinta-feira? Aaahh, é um dia tão romântico, tão boêmio, não combina com módulos acadêmicos.

E o blog? “Viuge” meu Deus, com o blog para atualizar e a internet deu xabu!

Agora já está atualizado!

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4 thoughts on “Vida em rede”

  1. Reunião é um dos contos de Todos os fogos o fogo, tou apaixonada por esse livro. Tenho certeza de que você vai adorar!

  2. Em Havana observei que Cortázar é um dos autores preferidos dos cubanos, ao contrário do reacionário Mario Vargas LLosa, bom escritor, isto é inegável,mas retrógado politicamente falando. Não obstante, encontrei vários livros dele (do reaça) sendo vendidos em um sebo imenso que fica em uma praça, céu aberto, em Havana Velha. Quanto ao conto de Cortázar, vou empenhar-me na leitura dele.

  3. O negócio é burlar o sistema e escapar até das redes de malha fina. Castro Alves é uma opção fantástica para fugir da internet, mas ando na fase Cortázar. Li um conto dele chamado Reunião, ambientado na revolução cubana, lembrei muito de você enquanto estava lendo Beto. beijão

  4. Essa rede às vezes pode ser aquela malha fina que não deixa escapar ninguém. Neste caso: “oh, bendito o que semeia livros, livros à mão cheia, e manda o povo pensar. Pois o livro caindo n”alma é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar”. Obrigado poeta.

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