Jornalismo

“More than words”

Nada contra o Twitter enquanto ferramenta da moda, multiuso, multifuncional, “muderna”, convergente…e todas as teorias que pipocam aqui e ali para defender a adoção da dita “mais nova e revolucionária” rede de relacionamentos do universo virtual. É preciso estudar alguma coisa, então que estudem o Twitter, conhecimento não faz mal para ninguém.

Também não tenho nada contra quem precisa expor seus pensamentos minuto a minuto. Vai ver é mais barato que pagar analista. Inclusive para as celebridades, que precisam de fãs como de oxigênio, deve ser uma compulsão quase paranoica ficar acompanhando quantos milhões de seguidores a sua página no Twitter já arregimentou. Mais legal deve ser comparar: “o Twitter da fulana tem menos acesso que o meu, tou bombando”.

Eu, com a minha seletiva “memória de velha”, moldada em livros com mais de 300 páginas, preciso de muito mais que módicos 140 caracteres para me expressar.

Fico besta com as funcionalidades dos celulares atuais, mas o modelo do meu é daqueles bem básicos, que faz e recebe chamadas, só. Até porque, gosto mais dele quando está desligado. Digitar em teclado de celular faz mal para minha LER, a avó da artrite que me aguarda daqui mais umas décadas. Prefiro os blogs, apesar dos apocalípticos doutores apregoarem que eles morreram e que o Twitter é o que há de mais in.

Meu universo virtual deriva do universo físico, tanto faz se é in ou out. Email, blog, orkut, um portal para editar diariamente, até tenho uma conta no Twitter, mas não preciso realmente avisar para quem segue o perfil o que estou fazendo a cada minuto do dia. Tem narrativas no Twitter que, definitivamente, constrangem!

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5 thoughts on ““More than words””

  1. entendo seu anacronismo, eu tenho saudade é do que passou, o futuro, como dizia dona dapaz, minha avó, a deus pertence!

  2. Os pensamentos de exclusão me chateiam. Tb acredito que o blog não precisa morrer para o twitter florescer, o que me irrita é o oba oba, parece criança quando recebe presente de natal, esquece os brinquedos velhos, pq só os novos são novos. Então, se vc quer ser um acadêmico de respeito, precisa ter twitter, precisa estudar o twitter. Eu passo. O twitter não me seduziu nem como objeto de estudo e nem como ferramenta de uso próprio. Acho bacana quem curte, cada um com a sua viagem, essa não é a minha. Tem espaço pra twiteiros e pra um monte de outras coisas no mundo. Minha bronca não é contra a ferramenta em si, só não tenho muito saco para as coisas que estão na moda e algumas delas, não me falam ao coração nem quando deixam de ser novidade.

  3. O problema é os pensamentos de exclusão: o blog não precisa morrer para o twitter crescer. Eles se retroalimentam. Eu tenho os dois, e apesar do preconceito inicial, tô gostando muito do Twitter. O lance não é postar “comendo arroz e feijão” ou “esqueci o celular em casa”, mas trocar informações com rapidez e largar opiniões rápidas, aquelas coisas que a gente não tem como elaborar na hora. Acabo usando como caderno de notas mentais para o blog, e as respostas também ajudam nessa elaboração. Quase um rascunho coletivo

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