Bala no Alvo

Um dia de Galinha Ruiva

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Cumprir as próprias tarefas, a depender do tipo de obrigação que temos, é bem penoso. Cumprir as tarefas dos outros, além de fatigante, em certas situações, é cruel. Infelizmente, há dias em que o senso de dever, o nosso, fala mais alto e nos vemos cumprindo nossas tarefas e a de outras pessoas. Para colocar uma pá de cal nas nossas esperanças na humanidade, essas pessoas não ligam a mínima para o fato de você trabalhar mais do que a sua cota diária. Aprendi com um ex-chefe a expressão “joão-sem-braço”, que é quando alguém tenta dar uma de malandro para cima de você e finge que não viu determinada ordem, para não ter de cumpri-la e sobrar para um outro, mais atento, ou mais idiota, depende do ponto de vista.

Testemunhei uma situação desse tipo e lembrei de A Galinha Ruiva, um conto infanto juvenil que de tanto ler quando era menina, decorei. Eis a história:

“Um dia, a Galinha Ruiva encontrou um grão de trigo e perguntou: Quem quer plantar o trigo? Eu é que não, disse o gato. Eu é que não, disse o cachorro. Eu é que não, disse o porquinho. Eu é que não, disse o peru. Eu mesma planto, disse a Galinha Ruiva. Então, ela plantou o trigo. Alguns dias depois, a Galinha Ruiva perguntou: Quem quer colher o trigo? Eu é que não, disse o gato. Eu é que não, disse o cachorro. Eu é que não, disse o porquinho. Eu é que não disse, o peru. Eu mesma colho, disse a Galinha Ruiva. E então, ela colheu o trigo. Mais uma vez, a Galinha Ruiva quis saber: Quem quer levar o trigo ao moinho para fazer farinha? Eu é que não, disse o gato. Eu é que não, disse o cachorro. Eu é que não, disse o porquinho. Eu é que não, disse o peru. Eu mesma levo, disse a Galinha Ruiva. E ela levou o trigo ao moinho. Numa última tentativa, a Galinha Ruiva arriscou: Quem quer assar o pão? Eu é que não, disse o gato. Eu é que não, disse o cachorro. Eu é que não, disse o porquinho. Eu é que não, disse o peru. Eu mesma asso, disse a Galinha Ruiva. E ela assou o pão. Por fim, decidiu fazer um pequeno teste: Quem quer comer o pão quentinho que saiu do forno? Eu quero! disse o gato. Eu quero! disse o cachorro. Eu quero! disse o porquinho. Eu quero! disse o peru. Mas a Galinha Ruiva comeu o pão sozinha”.

Conclusão: em algum momento da vida, todos vivemos um dia de Galinha Ruiva. Só não acho justo que venham reclamar do fato dela ter comido o pão sozinha!

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1 thought on “Um dia de Galinha Ruiva”

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