Às voltas com a literatura de “mulherzinha”

Tem um lado meu que é bem Penélope Charmosa. Adoro coisas fofas, cheirosas, bem de “mulherzinha”. Esse lado convive muito bem com o outro, mais “cabeção” (filmes de arte, literatura engajada, militância social – político partidário jamais!), que, por sua vez, tem uma excelente relação com o lado cinéfilo, que é irmão-gêmeo do lado Peter Pan (o que se recusa a crescer e tenta enxergar poesia neste mundinho esquisito onde a gente vive). Como diria Cora Coralina, tem mais mulheres dentro de mim do que posso definir. Nunca tinha lido chick lit – gênero literário que geralmente trata dos dramas e micos da mulherada contemporânea e que serve de base para muitas daquelas comédias românticas “água com açúcar” que Hollywood joga no mercado a três por dois. Sim, eu gosto de alguns desses filmes, aqueles que não são machistas e que não subestimam minha capacidade intelectual. Os assisto sem culpas – aliás, um amigo meu me disse ontem que eu sou incapaz de sentir culpa pelo que quer que seja – tomara que tenha sido elogio, senão me chamou de egoísta!!!! Todo esse blá-blá é pra contar pra vocês que recebi o desafio de um dos editores do Caderno 2+, onde ando publicando resenhas literárias lá no A TARDE, em ler três livros de chick lit, numa tacada só! Acabei tirando dali uma pauta que tem me feito bastante feliz nos últimos dias. O que posso dizer é que estou amando a experiência. Além de dar boas gargalhadas com as historinhas despretensiosas, revejo pré-conceitos (o que sempre nos ajuda a crescer como seres humanos) e o melhor, venho conhecendo mulheres maravilhosas e inteligentíssimas nesse círculo literário de meninas. A reportagem está programada para o primeiro fim de semana de março.

Sobre Andreia Santana

Nasci em Salvador-BA, tenho 37 anos, sou jornalista e master em jornalismo on line, traça de biblioteca, cinéfila, pesquisadora de literatura e redes sociais, aspirante a encantadora de palavras, vaidosa, comilona e mãe de um adolescente fascinante.
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